Ciproterona para Queda de Cabelo Hormonal: Eficácia, Doses e Riscos
Acetato de ciproterona na alopecia androgenética feminina: mecanismo antiandrogênico, doses (2 mg, 25–100 mg), eficácia clínica e riscos de meningioma.
Dr. Ricardo Silva
CRM-SP 123456 | RQE 78901
Ciproterona para Queda de Cabelo Hormonal: Eficácia, Doses e Riscos
O acetato de ciproterona é um dos antiandrogênicos mais antigos da dermatologia e ainda hoje ocupa um lugar específico no tratamento da alopecia androgenética feminina (FPHL), em geral em pacientes com sinais clínicos de hiperandrogenismo, como acne, seborreia, irregularidade menstrual ou hirsutismo. Apesar do uso prolongado em formulações combinadas (como Diane 35), os dados de eficácia em queda de cabelo são heterogêneos e o medicamento ganhou alertas regulatórios importantes nos últimos anos.
Este guia técnico revisa o que a literatura mostra sobre eficácia, posologia, efeitos colaterais, status regulatório no Brasil e como o medicamento se compara a outras opções, como espironolactona, bicalutamida, flutamida e minoxidil.
O que é o Acetato de Ciproterona
O acetato de ciproterona é um esteroide sintético com dupla ação hormonal: antiandrogênica e progestagênica[1]. Foi desenvolvido na década de 1960 e sua aplicação inicial foi em câncer de próstata avançado. Em mulheres, passou a ser empregado em quadros androgênio-dependentes, como acne, seborreia, hirsutismo e alopecia androgenética.
No mercado brasileiro, está disponível em duas formas principais:
- Combinação com etinilestradiol (2 mg de ciproterona + 0,035 mg de etinilestradiol), comercializada como Diane 35, Selene, Repopil, Diclin, Dunia, Tess, Climene, Lydian, Ferane, entre outras[2];
- Comprimido isolado de 50 mg (Androcur e genéricos), utilizado em doses mais altas para hiperandrogenismo grave e em terapia hormonal masculinizante reversa.
Na alopecia, é considerado um medicamento off-label quando usado isoladamente: a indicação formal está nas combinações com etinilestradiol para "manifestações androgênicas", e não como monoterapia para queda de cabelo.
Mecanismo de Ação
A ciproterona atua em dois níveis distintos da fisiologia androgênica[1,3]:
- Bloqueio direto do receptor de andrógenos: compete com a di-hidrotestosterona (DHT) e a testosterona pelo receptor citoplasmático em folículos pilosos do couro cabeludo, glândulas sebáceas e folículos faciais. Isso reduz a sinalização androgênica que leva à miniaturização do folículo na alopecia androgenética.
- Inibição da liberação de gonadotrofinas (LH e FSH): por sua atividade progestagênica, suprime o eixo hipotálamo-hipófise-ovário, diminuindo a síntese ovariana de testosterona e androstenediona. Em altas doses, esse efeito é a base da indicação em câncer de próstata.
Em pacientes com FPHL e hiperandrogenismo, esse duplo mecanismo é particularmente atraente, porque alopecia, acne e hirsutismo costumam coexistir e respondem de forma simultânea ao bloqueio androgênico[4].
A ciproterona não tem efeito direto sobre a 5-alfa-redutase (alvo de finasterida e dutasterida), mas também não impede que a DHT já formada se ligue ao receptor — esse é o papel competitivo descrito acima.
Indicações Clínicas
As indicações para o uso de ciproterona em queda de cabelo, à luz das evidências atuais, são:
- Alopecia androgenética feminina (FPHL) com hiperandrogenismo clínico ou laboratorial: acne moderada a grave, hirsutismo facial, irregularidade menstrual, ovários policísticos, testosterona livre elevada[3,4].
- FPHL refratária ao minoxidil tópico isolado, em pacientes pré-menopausa que precisam concomitantemente de contracepção hormonal — situação em que a combinação ciproterona + etinilestradiol pode somar três efeitos: capilar, contraceptivo e dermatológico (acne/seborreia).
- Síndrome dos ovários policísticos (SOP) com queda de cabelo associada — embora as diretrizes ginecológicas frequentemente prefiram contraceptivos com drospirenona como primeira linha.
A ciproterona não é indicada para alopecia androgenética masculina (uso restrito a câncer de próstata e parafilias graves, sob acompanhamento especializado), nem para alopecia areata, eflúvio telógeno ou alopecias cicatriciais.
Posologia e Modo de Uso
Existem três esquemas posológicos descritos em estudos de FPHL:
1. Esquema combinado (Diane 35 e similares)
- Dose: 2 mg de ciproterona + 0,035 mg de etinilestradiol, 1 comprimido/dia por 21 dias, com pausa de 7 dias.
- Perfil de paciente: mulher pré-menopausa com acne, seborreia e/ou hirsutismo leve, que também busca contracepção.
- Vantagem: dose baixa, cobertura contraceptiva, melhor perfil de meningioma comparado às doses altas.
2. Esquema "ciclo reverso" (Hammerstein)
- Dose: 50 a 100 mg de ciproterona/dia entre os dias 5 e 14 do ciclo, associado a etinilestradiol 0,035–0,05 mg do dia 5 ao 26[3].
- Perfil: hiperandrogenismo mais intenso, com hirsutismo e/ou alopecia mais avançada.
- Justificativa: dose alta concentrada em poucos dias, com efeito antiandrogênico potente e restituição da menstruação previsível.
3. Esquema contínuo de baixa dose
- Dose: 25 a 50 mg/dia de forma contínua, geralmente em mulheres pós-menopausa ou com contraindicação a estrogênio[4].
- Cuidado: doses cumulativas elevadas estão associadas a risco de meningioma (ver seção de efeitos colaterais).
Em todos os esquemas, recomenda-se manter o tratamento por pelo menos 12 meses antes de avaliar resposta capilar e considerar a menor dose efetiva como objetivo de longo prazo, conforme orienta a EMA[5]. A introdução geralmente é feita em conjunto com o minoxidil tópico, que age por mecanismo independente.
Nota clínica: consulte sempre seu médico ginecologista, endocrinologista ou dermatologista. As doses e esquemas descritos são apenas referência da literatura — a prescrição depende de avaliação individual, exames hormonais e contraindicações.
Resultados Esperados
Os dados de eficácia da ciproterona em FPHL vêm sobretudo de estudos das décadas de 1980 e 1990 e de séries de casos mais recentes. As principais evidências são:
Tabela: Resumo de evidência em FPHL
| Estudo | n | Esquema | Resultado capilar |
|---|---|---|---|
| Vexiau et al., 2002 (RCT 12 m)[6] | 66 mulheres | Ciproterona 52 mg + EE 35 mcg vs minoxidil 2% | Densidade capilar maior com minoxidil; ciproterona melhor para acne/hirsutismo |
| Carmina & Lobo, 2003[3] | ~80 mulheres | Antiandrogênicos orais (ciproterona, espironolactona, flutamida) | 44% com regressão da queda; 44% estabilizadas; 12% com progressão |
| Sinclair et al., revisão 2005[4] | Múltiplos | Ciproterona em FPHL | 88% de não progressão ou melhora em 12 meses |
| Peereboom-Wynia et al., 1989[7] | 26 mulheres | Ciproterona + EE | Aumento de diâmetro do fio anágeno em 72% das pacientes |
Em síntese:
- Estabilização da queda em ~40–50% das pacientes em 12 meses[3,4];
- Regressão visível (regrowth) em ~30–45%, com melhor resposta em pacientes com hiperandrogenismo bioquímico documentado[3];
- Resposta capilar mais lenta que a resposta cutânea — acne e seborreia melhoram em 3 a 6 meses; alopecia exige 9 a 12 meses para fotoavaliação confiável[4];
- Comparado a minoxidil 2% tópico, ciproterona em monoterapia mostrou menor ganho de densidade (–2,4 ± 6,2 fios > 40 μm/0,36 cm² vs. +6,5 ± 9 fios) em estudo controlado de 12 meses[6], reforçando a importância da terapia combinada com minoxidil.
Efeitos Colaterais
A segurança da ciproterona é o ponto onde ela mais perde espaço para outros antiandrogênicos. Os efeitos adversos podem ser divididos por frequência e gravidade.
Comuns (≥1%)
- Ganho de peso (~5–10% dos pacientes);
- Sensibilidade ou aumento mamário;
- Cefaleia;
- Náuseas;
- Alterações de humor (irritabilidade, sintomas depressivos);
- Diminuição de libido;
- Sangramento intermenstrual (esquemas combinados);
- Cloasma e acne paradoxal nas primeiras semanas.
Incomuns
- Tromboembolismo venoso (sobretudo em combinação com etinilestradiol; risco relativo 1,5–2x vs. AHCO de baixa dose);
- Hipertensão;
- Intolerância à glicose.
Raros mas graves
- Meningioma: o risco aumenta com a dose cumulativa. A EMA, após revisão de estudos populacionais franceses, restringiu doses ≥ 10 mg/dia em 2020, recomendando o uso apenas após falha de outras opções e na menor dose efetiva. A frequência estimada é de 1 a 10 casos a cada 10.000 expostos a doses altas por anos[5,8].
- Hepatotoxicidade dose-dependente: descrita sobretudo em homens com câncer de próstata em doses de 200–300 mg/dia. Em mulheres com doses ≤ 50 mg/dia o risco é baixo, mas elevações transitórias de transaminases podem ocorrer[8].
- Tumores hepáticos (adenoma e raramente carcinoma) com uso prolongado em altas doses.
Monitoramento sugerido
Em pacientes que iniciam doses ≥ 25 mg/dia, considerar:
- Provas hepáticas (ALT, AST, bilirrubinas) basal, 3 meses e a cada 6 meses;
- Pressão arterial e perfil lipídico anual;
- Avaliação de sinais neurológicos (cefaleia persistente, alterações visuais, convulsões) e ressonância magnética se houver suspeita de meningioma, especialmente após anos de uso[5];
- Pesquisa de fatores trombofílicos antes da combinação com etinilestradiol.
Contraindicações
São contraindicações absolutas ou relativas ao uso de ciproterona:
- Gravidez e lactação;
- Antecedente pessoal ou familiar de meningioma;
- Tromboembolismo venoso ou arterial atual ou prévio;
- Doença hepática grave, tumor hepático atual ou prévio;
- Sangramento vaginal não diagnosticado;
- Câncer de mama atual ou prévio (em discussão clínica);
- Tabagismo intenso após os 35 anos (contraindicação para esquemas com etinilestradiol);
- Hipertensão não controlada e diabetes com complicações vasculares (avaliação caso a caso).
A combinação com outros medicamentos que afetam o fígado, antiepilépticos indutores enzimáticos e inibidores potentes de CYP3A4 deve ser revista com cuidado.
Disponibilidade no Brasil
No Brasil, a ciproterona está disponível com registro ANVISA nas seguintes apresentações principais (preços de referência atualizados em abril de 2026, consultar farmácia para valor real):
| Apresentação | Marca | Faixa de preço (ref. abr/2026) |
|---|---|---|
| Ciproterona 2 mg + etinilestradiol 0,035 mg, 21 cp | Diane 35, Selene, Repopil, Diclin | a partir de R$ 35–80/cartela |
| Ciproterona 2 mg + etinilestradiol 0,035 mg (genérico) | Diversos laboratórios | a partir de R$ 20–35/cartela |
| Ciproterona 50 mg, 20 cp | Androcur (Bayer) e similares | a partir de R$ 130–250/caixa |
Pontos importantes do registro brasileiro:
- A combinação ciproterona 2 mg + etinilestradiol 0,035 mg é registrada como medicamento para tratamento de manifestações androgênicas em mulheres, e não como contraceptivo de primeira linha — embora, na prática, tenha efeito contraceptivo[9];
- A ANVISA emitiu alerta em anos recentes reforçando a contraindicação da combinação em pacientes com histórico de eventos trombóticos[9];
- O comprimido isolado de 50 mg é prescrito em receita de controle especial (lista C5) para indicações como hirsutismo grave e câncer de próstata.
A prescrição para alopecia androgenética feminina é considerada off-label no Brasil. O médico deve documentar a indicação, os riscos discutidos e o consentimento informado da paciente.
Comparação com Outros Antiandrogênicos
A escolha entre antiandrogênicos para FPHL depende do perfil hormonal, idade, contracepção, tolerância e contraindicações. Resumo prático:
| Medicamento | Mecanismo | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|---|
| Ciproterona (este artigo) | Bloqueio do receptor + supressão de gonadotrofinas | Efeito combinado em acne/hirsutismo/alopecia; opção contraceptiva | Risco de meningioma em altas doses; tromboembolismo com EE |
| Espironolactona | Bloqueio do receptor + inibição leve da síntese | Largo histórico, baixo custo, sem efeito hepático significativo | Diurese, hipercalemia, irregularidade menstrual |
| Bicalutamida | Bloqueio puro do receptor | Sem efeito progestagênico; estudos recentes promissores | Off-label, monitoramento hepático, custo |
| Flutamida | Bloqueio puro do receptor | Eficácia documentada em hirsutismo | Hepatotoxicidade significativa, uso restrito |
| Finasterida (off-label feminino) | Inibe 5-alfa-redutase tipo II | Boa segurança em mulheres pós-menopausa | Teratogênica; eficácia menor que em homens |
Em geral, espironolactona e ciproterona ainda são as opções de primeira linha no Brasil. A ciproterona tende a ser preferida quando há acne moderada a grave, hirsutismo evidente ou desejo de contracepção concomitante.
Combinações Terapêuticas
A ciproterona raramente é usada como monoterapia em alopecia. As combinações mais frequentes na prática clínica são:
- Ciproterona + minoxidil tópico 2% ou 5%: abordagem mais comum, somando bloqueio sistêmico do receptor androgênico e estímulo direto ao folículo[6,10];
- Ciproterona + microagulhamento com solução de minoxidil: pequenas séries sugerem ganho adicional de densidade;
- Ciproterona + PRP capilar: sem RCTs com poder estatístico definitivo, mas usada em pacientes refratárias;
- Ciproterona + finasterida ou dutasterida orais (off-label): apenas em pacientes pós-menopausa ou com contracepção segura, nunca em mulheres em idade fértil sem método anticoncepcional confiável, devido ao risco de feminização do feto masculino com inibidores de 5-alfa-redutase.
A introdução escalonada (ciproterona depois de 3 meses de minoxidil) ajuda a separar respostas adversas e isolar o efeito de cada medicamento. A complementação nutricional (ferro, vitamina D, zinco) deve ser considerada em pacientes com deficiências confirmadas em exames.
Duração do Tratamento e Descontinuação
A alopecia androgenética é uma condição crônica: a ciproterona, como qualquer antiandrogênico, não cura a alopecia, apenas modifica sua progressão enquanto está ativa. Pontos práticos:
- Avaliação inicial: fotos padronizadas e tricoscopia em 0, 6 e 12 meses;
- Resposta esperada: redução da queda em 3–6 meses, ganho visual em 9–12 meses;
- Manutenção: após resposta favorável, considerar redução para a menor dose efetiva, conforme recomendação da EMA[5];
- Descontinuação: suspensão é feita ao longo de 1–2 ciclos para evitar sangramento de privação intenso (em esquemas com EE). A queda costuma retornar em 6 a 12 meses sem tratamento;
- Transição: mulheres que entram na pós-menopausa muitas vezes migram para espironolactona, finasterida ou minoxidil oral, opções com perfil de segurança mais favorável a longo prazo.
Erros Comuns / O Que Evitar
- Iniciar ciproterona sem avaliação hormonal prévia: em FPHL sem hiperandrogenismo, o ganho costuma ser pequeno e o risco/benefício piora;
- Manter doses ≥ 25 mg/dia por anos sem reavaliação: a EMA recomenda revisão clínica periódica e descontinuação em caso de cefaleia persistente ou alterações neurológicas[5];
- Combinar ciproterona com etinilestradiol em paciente com fator de risco trombótico (tabagismo, trombofilia, obesidade grau II–III);
- Esperar resposta capilar antes de 6–9 meses — abandono precoce é uma das principais causas de "falha terapêutica" aparente;
- Substituir minoxidil pela ciproterona — os mecanismos são complementares, não excludentes;
- Ignorar saúde mental — sintomas depressivos relacionados podem requerer ajuste ou troca de medicamento.
Perguntas Frequentes
A ciproterona engorda? O ganho de peso médio descrito em estudos é de 1 a 3 kg em 12 meses, com variabilidade individual significativa[3]. Quando a queixa é importante, espironolactona ou bicalutamida podem ser alternativas com menos retenção hídrica.
Posso engravidar usando ciproterona? Não. A ciproterona é contraindicada na gravidez (risco de feminização de fetos masculinos) e a combinação com etinilestradiol oferece efeito contraceptivo. Mulheres em idade fértil que recebem ciproterona em monoterapia devem usar método anticoncepcional não hormonal confiável.
Faz sentido tomar ciproterona após a menopausa? Sim, em casos selecionados. Após a menopausa, o risco trombótico do componente estrogênico desaparece (já que se usa o comprimido isolado), mas os riscos de meningioma e hepatotoxicidade permanecem dose-dependentes. Em geral, espironolactona ou bicalutamida são preferidas nessa fase.
Ciproterona e minoxidil podem ser usados juntos? Sim, e essa é a combinação mais frequente na prática. Os mecanismos são complementares, e estudos mostram resposta superior à monoterapia[6,10].
Qual a relação entre ciproterona e meningioma? Estudos populacionais franceses mostraram aumento dose-dependente do risco de meningioma com ciproterona ≥ 25 mg/dia por períodos prolongados, levando a EMA a restringir o uso e recomendar a menor dose efetiva[5,8]. Em doses baixas (2 mg/dia em combinações contraceptivas), o risco absoluto adicional parece muito menor, embora ainda seja recomendado vigilância clínica.
Referências
- Neumann F, Töpert M. Pharmacology of antiandrogens. J Steroid Biochem. 1986;25(5B):885–895. doi:10.1016/0022-4731(86)90320-1
- Bula Diane 35 (acetato de ciproterona + etinilestradiol). Bayer. Aprovação ANVISA, 2021. link bula
- Carmina E, Lobo RA. Treatment of hyperandrogenic alopecia in women. Fertil Steril. 2003;79(1):91–95. doi:10.1016/S0015-0282(02)04555-6
- Sinclair R, Wewerinke M, Jolley D. Treatment of female pattern hair loss with oral antiandrogens. Br J Dermatol. 2005;152(3):466–473. doi:10.1111/j.1365-2133.2005.06218.x
- European Medicines Agency. Restrictions in use of cyproterone due to meningioma risk. EMA/PRAC, 2020. Link EMA
- Vexiau P, Chaspoux C, Boudou P, et al. Effects of minoxidil 2% vs. cyproterone acetate treatment on female androgenetic alopecia: a controlled, 12-month randomized trial. Br J Dermatol. 2002;146(6):992–999. doi:10.1046/j.1365-2133.2002.04798.x
- Peereboom-Wynia JD, van der Willigen AH, Stolz E, Kuiper JP. The effect of cyproterone acetate on hair roots and hair shaft diameter in androgenetic alopecia in females. Acta Derm Venereol. 1989;69(5):395–398. PubMed
- Aguirre Garcia M, et al. A systematic review and meta-analysis of the association between cyproterone acetate and intracranial meningiomas. Sci Rep. 2022;12:1942. doi:10.1038/s41598-022-05773-z
- ANVISA. Diane 35 (acetato de ciproterona + etinilestradiol): contraindicação de uso para pacientes com histórico de processos trombóticos. Listagem de alertas. Link ANVISA
- Iorizzo M, Vincenzi C, Voudouris S, Piraccini BM, Tosti A. Finasteride treatment of female pattern hair loss. Arch Dermatol. 2006;142(3):298–302. doi:10.1001/archderm.142.3.298
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